Quantas vezes devo perdoar?


Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:22 (ver versos 15-35)

“Então, Pedro, aproximando-se, Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.

“Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus
conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis” (Mt 18:21-29). [...]

Essa parábola foi empregada a fim de revelar o espírito de ternura e compaixão que o ser humano deve manifestar para com seus semelhantes.

O perdão concedido por esse rei representa o perdão que é sobrenatural – o perdão divino de todo pecado. Cristo é representado pelo rei que, movido de compaixão, perdoou a dívida de seu servo. [...]

Quando o devedor solicitou um prazo, com a promessa: “Sê paciente comigo, e te pagarei”, a sentença foi revogada. Foi cancelada toda a dívida. E logo lhe foi concedida a oportunidade de seguir o exemplo do mestre que lhe tinha perdoado. [...] No entanto, ele, que havia sido tratado tão misericordiosamente, procedeu com o conservo de maneira inteiramente oposta. [...]

A lição a ser aprendida é que devemos cultivar o espírito do verdadeiro perdão, assim como Cristo perdoa o pecador, que de maneira alguma é capaz de pagar sua dívida imensa. Devemos nos lembrar de que Cristo pagou um preço infinito pela vida do ser humano, e devemos tratá-lo como propriedade adquirida de Cristo 
(Review and Herald, 3 de janeiro de 1899).

-> Texto: Ellen G. White, do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira
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