Mansidão, um fruto do Espírito

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Mateus 5:5

Aqueles que humildemente se achegam a Deus em busca de conforto e paz em meio à provação são agraciados com a bondade de Cristo. Os que aprenderam dEle, que é manso e humilde de coração, expressam compaixão e manifestam bondade para com aqueles que necessitam de consolo, pois podem consolar outros com o consolo com que foram consolados por Deus. [...]

A mansidão é um fruto do Espírito e uma evidência de que somos ramos do Deus vivo. A presença constante da mansidão é uma evidência inequívoca de que somos ramos da Videira Verdadeira, e que produzimos muitos frutos. É uma evidência de que pela fé temos contemplado o Rei em Sua beleza e estamos sendo transformados à semelhança dEle
Onde há mansidão, as tendências naturais estão sob o controle do Espírito Santo. A mansidão não é uma espécie de covardia. É o espírito que Cristo manifestou ao sofrer injúria, ao tolerar ofensas e insultos. Ser manso não é abrir mão de nossos direitos, mas nos manter sob controle diante da provocação de cedermos à raiva ou ao espírito de vingança. A mansidão não permitirá que a paixão tome a dianteira.

Ao ser Cristo acusado pelos sacerdotes e fariseus, manteve-Se sob controle. Assumiu, porém, firme posição de que as acusações eram falsas. Disse-lhes: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (
Jo 8:46). [...] Sabia que Sua posição estava correta. Na ocasião em que Paulo e Silas foram açoitados e lançados na prisão sem julgamento ou condenação, não abriram mão do direito de serem tratados como cidadãos honestos. [...]

Em todos os momentos e em todos os lugares o cristão deve ser aquilo que o Senhor planejou que fosse: uma pessoa livre em Cristo Jesus. O dever cumprido no Espírito de Cristo será realizado com prudência santificada. Seremos guiados como que por uma luz celestial ao mantermos ligação vital com Deus. [...] Os que se arrependeram de seus pecados e lançaram o espírito cansado e sobrecarregado aos pés de Cristo, que se submeteram ao Seu jugo e se tornaram Seus colaboradores, serão participantes com Cristo de Seus sofrimentos, como também de Sua natureza divina. [...]

Jesus é o nosso exemplo, e 
dEle recebemos força e graça para andar em humildade e contrição diante de Deus (Signs of the Times, 22 de agosto de 1895).

-> Texto: Ellen G. White, do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira

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