A Carta Mais Alegre de Paulo


Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Filipenses 4:4

A carta aos filipenses é a carta mais alegre de Paulo. A exuberância do apóstolo transborda e começa a nos contagiar desde as primeiras linhas. Note como a “alegria” e o “regozijo” fluem desde o início até o fim da mensagem:

“Agradeço a meu Deus toda vez que me lembro de vocês” (
Fp 1:3); “em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria” (v. 4); “também com isto me regozijo” (v. 18, ARA); “alegria na fé” (v. 25); “a exultação de vocês em Cristo Jesus transborde por minha causa” (v. 26); “completem a minha alegria” (Fp 2:2); “estou alegre e me regozijo com todos vocês” (v. 17); “estejam vocês também alegres, e regozijem-se comigo” (v. 18); “fiquem alegres” (v. 28); “minha alegria e coroa” (Fp 4:1, ARA); “alegrai-vos [...], outra vez digo: alegrai-vos” (v. 4, ARA); “alegro-me grandemente no Senhor” (v. 10).

O que torna essa alegria transbordante ainda mais extraordinária é que Paulo escreveu essa carta da cela de uma prisão. Seu trabalho estava sob o ataque de rivais. Algumas pessoas que professavam pregar o evangelho, na verdade, procuravam prejudicar Paulo. Após muitos anos de viagens incessantes em prol do evangelho, sobrevivendo a dificuldades, naufrágios, açoites e apedrejamento, certamente Paulo já estava ficando fisicamente cansado.

Mas não em espírito. Ele conhecia muito bem Aquele a quem proclamava. O Senhor ressurreto renovava seu interior dia após dia para que, a despeito das condições e do lugar, ele pudesse estar alegre. E não apenas alegre – uma alegria transbordante que era contagiante.

“As circunstâncias que Paulo vivencia em seu interior não são importantes se comparadas à vida de Jesus, o Messias”, escreveu Eugene H. Peterson na introdução que fez aos
Filipenses na versão bíblica The Message. “Trata-se de uma vida que não apenas aconteceu a certa altura da história, mas que continua a acontecer, transbordando na vida de outros que O recebem e, então, continua a transbordar por todos os lugares. Cristo é, entre muitas coisas, a revelação de que Deus não pode ser retido ou escondido. É a qualidade de ‘transbordar’ da vida de Cristo que explica a felicidade dos cristãos, pois a alegria é a abundância de vida, o transbordar do que não pode ser reprimido dentro de alguém.”

Hoje, meu amigo, não sabemos que sombras podem sobrevir ao nosso caminho. Mas de uma coisa sabemos: não importa como termine nosso dia, a nova vida em Jesus é nossa, jorrando e transbordando.



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