Provas e mentiras


Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia! 1 Coríntios 10:1, 2

Aos 12 anos de idade, tomei a decisão de entregar minha vida a Deus, e fui batizada. Foi num belo dia de verão, e o batismo ocorreu ao ar livre, num pitoresco lago finlandês. Minha melhor amiga, a filha do pastor, e eu entramos na água juntas, numa longa fila de candidatos ao batismo. Eu transbordava de alegria ao seguir as pegadas de Jesus.

Minha amiga e eu, com frequência, dormíamos na casa uma da outra. Estávamos na mesma série da escola pública e todos sabiam que éramos cristãs.

Tínhamos uma professora muito exigente, de gramática e língua. Ela apavorava todos os alunos. Perto do fim do semestre, teríamos uma grande prova na segunda-feira de manhã. A professora nos avisou que devíamos levar lápis e papel para a prova, e que não haveria misericórdia se deixássemos de fazê-lo.

Naquele domingo, dormi na casa da minha amiga. Nós nos divertimos muito. Na segunda-feira de manhã, em nossa correria para chegar à escola em tempo, nos esquecemos de que era necessário levar papel e lápis. Quando a professora viu que não tínhamos nada, dissemos que nossos pais não estavam em casa e que não nos fora possível adquirir papel e lápis para a prova. Ela fez mais algumas perguntas e nós inventamos algumas outras “mentiras brancas”.

As provas foram, posteriormente, devolvidas a nós e nada mais se disse, mas as minhas orações à noite pareciam hipócritas e minha consciência me incomodava. Sofri durante o verão inteiro, até que finalmente reuni coragem e escrevi um cartão para a professora, confessando toda a história. Agora, com a consciência tranquila, me esqueci do incidente. Quando as aulas começaram e voltei para a escola, a professora me “encurralou” e quis saber se meus pais me haviam ordenado que escrevesse o cartão. Contei que meus pais não sabiam nada a respeito. Eu esperei que ela me elogiasse por ter-me explicado, mas ela simplesmente me olhou e aceitou a resposta.

Esse incidente me ensinou uma lição para a vida toda. A honestidade é a melhor prática. Espera-se que seja, simplesmente, um modo de vida para os filhos de Deus, nada extraordinariamente digno de louvor. E a jornada de fé deve ser um compromisso diário com a vigilância; caso contrário, acharemos que a vida espiritual é algo automático e cairemos. 

(Sinikka Dixon in Meditação da Mulher)

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