Graça Sobre Graça


Todos recebemos da Sua plenitude, graça sobre 
  graça. João 1:16 

Vimos a Sua glória, [...] cheio de graça e de verdade”, escreveu João, o amado (Jo 1:14). E completou: “Todos recebemos da Sua plenitude” (v. 16). Jesus é a personificação da graça; Ele é a plenitude da graça. Essa plenitude transborda até nos atingir.

Eugene H. Peterson traduziu essa passagem da seguinte maneira: “Todos nós vivemos à custa de Sua generosa liberalidade, dádiva após dádiva após dádiva.” Gosto dessa tradução, pois a essência da graça é o favor de Deus, concedido gratuitamente, sem merecermos. “Graça sobre graça” (tradução literal) sugere dádiva sobre dádiva. A tradução de Peterson “dádiva após dádiva” habilmente enfatiza a abundância da graça. Nosso Deus é um Deus de abundância; a palavra “mesquinho” não faz parte de Seu vocabulário. Em Sua misericórdia e compaixão pelos pecadores é generoso para com o pródigo imperfeito.

Aqui está um exercício para aquecer seu coração: procure numa concordância bíblica as palavras “abundante”, “abundantemente” e “abundância”. Você notará a ocorrência dessas palavras tanto nas versões mais antigas quanto nas mais modernas. Paulo afirmou que Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (
Ef 3:20, ARC).

Que expressão interessante! Se fôssemos editar o texto de Paulo, omitiríamos “muito mais” por ser redundante. Mas Paulo sabia o que estava fazendo. Ele exagerou nos advérbios na tentativa de expressar em palavras algo que não pode ser reduzido a palavras: a incrível habilidade de nosso Deus de suprir todas as nossas necessidades, de fazer muito mais do que podemos pedir ou imaginar.

Em Jesus vemos a personificação da natureza de nosso generoso Deus. O Pai, abundante em amor, privou o Céu de seu mais excelente tesouro ao conceder-nos o Filho unigênito para que tivéssemos a vida eterna (
Jo 3:16) – vida em abundância (Jo 10:10) e infinita (1Jo 5:11, 12).

Nenhum pecado é grande demais que nosso generoso Deus não possa perdoar. Onde o pecado abundou, a graça superabundou. Nenhuma situação é tão desesperadora para o Deus da abundância não prover solução; quer seja a fome, o perigo, a enfermidade, a fraqueza ou a cruel tentação. Nem mesmo a própria morte. Na última mensagem escrita de Ellen White, lemos: “Tão forte é Seu amor que domina todos os Seus poderes, e emprega os vastos recursos do Céu em fazer bem a Seu povo” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 519).


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