Deus e o dinheiro


Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Mateus 6:24

Satanás apresenta hoje as mesmas tentações que apresentou a Adão e a Jesus, o segundo Adão, que venceu o inimigo e possibilitou que o ser humano vencesse. [...] São os nossos esforços somados ao poder de Cristo que nos farão vencedores. [...]

O Céu inteiro observa com interesse para ver que uso estamos fazendo dos talentos que nos foram confiados por Deus. Se desejamos acumular tesouros no Céu, usaremos os bens do Senhor para o avanço de Sua causa, para a salvação de nossos semelhantes e para abençoar a humanidade. Tudo o que for assim usado, o Senhor depositará em nossa conta no banco que nunca falha. Quando amamos a Deus de todo o coração, os bens não são um impedimento para o progresso na luta cristã, pois as pessoas consagradas discernirão os melhores investimentos a serem feitos e usarão sua riqueza para abençoar os filhos de Deus.


O constante emprego das capacidades para acumular riquezas terrenas fixa o homem na Terra. Ele se torna escravo de
mamom. À medida que a riqueza aumenta, o coração idólatra se esquece de Deus e se torna mais confiante em si mesmo e satisfeito. Os deveres religiosos são negligenciados. Manifesta-se impaciência diante da restrição e o ser humano se torna independente. [...] O mundo se coloca entre ele e o Céu. Seus olhos ficam cegados pelo “deus deste mundo”, de maneira que se torna incapaz de discernir ou reconhecer o valor das coisas eternas. [...]

Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam existir. As grandiosas recompensas de fazer o bem, as alegrias do Céu, a companhia dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e do Seu Filho, o enobrecimento e a extensão de todas as nossas forças através da eternidade – e o que “jamais penetrou em coração humano [é] o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co 2:9). Não seria tudo isso um grande incentivo para que desejássemos consagrar o coração em amorável serviço ao nosso Criador e Redentor? [...]

Não deveríamos, então, ter em grande consideração a misericórdia de Deus? Busquemos, pois, nos relacionar com Aquele que nos amou com maravilhoso amor, e aproveitemos o grande privilégio de nos tornarmos instrumentos nas mãos
dEle, para que possamos cooperar com os anjos ministradores e sejamos colaboradores de Deus e de Cristo (Bible Echo [Austrália], 15 de fevereiro de 1889).


-> Texto: Ellen G. White, do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira

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