Um Bando de Pássaros

É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a Sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo. Romanos 5:17, NTLH


No último dia de fevereiro, abri a porta de entrada de nosso lar para buscar o jornal. Do outro lado do gramado, vi um bando de pássaros ocupados revirando a grama amarelo-acinzentada pós-inverno. Não apenas um, ou cinco, ou doze, mas um grande número. Ao me dirigir para o acesso de entrada da casa, os pássaros começaram a voar de um lado para o outro, quase tocando em mim. Pareciam alegres, animados, como se quisessem dizer: “Estamos felizes em estar de volta depois de passar o inverno fora! A primavera não é maravilhosa?”


Constatamos mais tarde que a primavera ainda não tinha chegado completamente. Naquele mesmo dia, uma tempestade de neve veio do sul, fechando escolas e a maior parte de outros estabelecimentos de Washington. Essa espécie de pássaro, o pintarroxo, invariavelmente chega cedo, anuncia a chegada da primavera, antecipando-a, apressando-a com o bater de suas asas.

Amo a primavera. Sempre procuro os primeiros açafrões que florescem algumas semanas depois de os pintarroxos aparecerem. E especialmente pelo primeiro pintarroxo, o fiel arauto de dias mais quentes e ninhos novos. Geralmente, os primeiros pintarroxos aparecem dispersos. Muitas vezes vemos apenas um. Essa é a razão de a cena daquele 28 de fevereiro ter me surpreendido. Um pintarroxo já seria suficiente para me fazer feliz, mas Deus enviou um bando inteiro. Aquilo, sim, é abundância!

Exatamente como a graça; a graça é como um bando de pintarroxos.

Na excelente paráfrase de Romanos 5:17, nosso texto de hoje, Eugene H. Peterson não usou a palavra “abundância”, mas Paulo a usou em sua carta. A versão Almeida Revista e Atualizada desse texto diz: “os que recebem a abundância da graça”.

Um pouco antes desse verso maravilhoso, Paulo escreveu sobre a graça que transbordou (v. 15). Agora ele descreve a abundância da graça. Como veremos, ainda não acabou. À medida que continua a escrever essa passagem, começa a aumentar mais e mais na escala de superlativos, cada vez mais alto, até exaurir os limites do vocabulário. A graça transborda. A graça é abundante. A graça é maravilhosa. A graça é Jesus.

(Meditações Diárias / Rede Maranatha
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