O Sacrifício de Sundar


Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá. Salmo 27:10

Sundar Singh, de 15 anos de idade, 
observava enquanto seu tio girava o segredo e abria o cofre. Segurou o fôlego ao ver o monte de joias e moedas de ouro – a fortuna da família.

– Um dia, tudo será seu – disse o tio. – Mas você precisa desistir dessa ideia tola de tornar-se cristão. Nossa família tem orgulho da religião Sikh. Queremos que você conserve a honra da família. Por favor, não traga desgraça sobre nossa família, batizando-se como cristão.

Sundar balançou a cabeça com tristeza.

– Sinto muito magoá-lo, tio. Não desejo desgraçar minha família, mas mesmo que o senhor me oferecesse o mundo todo, eu não poderia dar as costas a Jesus, que morreu por mim.


O tio bateu a porta do cofre, fechando-o.

– Você vai sentir muito, sim!

Pouco depois disso, o pai dele preparou um banquete para a família.

– É para a despedida – disse o pai tristemente. – Estou deserdando você como filho. Não tenho mais nada a ver com você.

Algumas horas mais tarde, Sundar começou a sentir-se estranho. Foi para a casa de amigos cristãos, onde desmaiou.

– Meu pai me expulsou de casa, e estou muito doente. Acho que alguém colocou veneno na minha comida.

A vida de Sundar foi salva naquela noite com a ajuda de seus amigos cristãos e, por ocasião de seu décimo sexto aniversário, foi batizado em Simla, uma cidade ao pé da cordilheira do Himalaia.

Durante os 25 anos seguintes, Sundar Singh andou por toda a Índia, contando acerca de seu amigo Jesus Cristo a todos os que quisessem ouvir.

Nem uma única vez o novo Amigo de Sundar o desamparou. A história de sua vida está cheia de exemplos incríveis de livramento, como o de um leopardo, de ser costurado dentro de um couro de animal e deixado para morrer lá dentro enquanto o couro secava, de ser amarrado com tiras cheias de escorpiões e sanguessugas, além de ter sido amarrado a uma árvore para ser comido por animais selvagens.


Escolhendo Amigos

Por vezes, até mesmo nossos pais nos desapontam, mas quando isso acontece, podemos volver-nos ao Pai celestial, que nos tomará sob Suas asas. 


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