Sacrifício vivo

 Por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao Seu serviço e agradável a Ele. [...] Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Romanos 12:1, 2, NTLH

Participávamos de um cruzeiro marítimo, do Alasca para Vancouver. O tempo estava horrível – frio, úmido e nevoento. Atividades ao ar livre eram impossíveis. Dentro do navio? Minha mente dizia, com clareza, que cassinos e shows não eram para mim. Mas o salão de jantar era uma história diferente. Com garçons uniformizados oferecendo, até com insistência, deleitáveis petiscos, comer era convidativo para mim.
As sobremesas eram especialmente tentadoras. Sim, eu sabia que uma sobrecarga de açúcar seria prejudicial; sabia, na verdade, que já havia comido mais do que o suficiente, antes mesmo da sobremesa.

Em meio a essa situação, li Romanos 12 e refleti sobre o assunto. Estaria Paulo me dizendo que Deus Se referia ao meu corpo, mas não necessariamente à minha mente? Não sou uma só, feita de corpo, mente e espírito? Eu matutava, mas a ordem é categórica: Por ter Deus feito tanto por mim, preciso sacrificar meu corpo e seus desejos. De fato, o sacrifício do meu corpo é a maneira “lógica” (como está no grego) de adorá-Lo.

Então, no verso 2, encontrei a parte da mente! Deus me transforma “por meio de uma completa mudança” da minha maneira de pensar. Não devo me conformar com os argumentos deste mundo. Devo permitir que meus pensamentos, minha mente, sejam transformados. A oração está na voz passiva: não é algo que eu faço, mas algo que Deus faz.

A última parte do verso 2 completa o quadro, mostrando o resultado de permitir que Deus me transforme a mente para que eu me disponha a sacrificar meu corpo: “Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele.”

As sobremesas eram lindas, de dar água na boca. Mas dizer “não” a elas – meu sacrifício para Deus – se tornou possível porque Ele me deu uma nova maneira de pensar, um novo modo de entender Sua vontade para mim. Ele quer que eu tenha controle sobre meu apetite, bem como uma perfeita saúde da mente e do corpo.

(Nancy Jean Vyhmeister in Meditação da Mulher)
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