O Índio Doente


Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal. Salmo 41:1

Os índios estavam em pé de guerra, queimando as cabanas dos colonizadores como vingança por agressões a sua tribo. O pai partiu imediatamente para o Forte Bend, em busca de ajuda, deixando seus filhos adolescentes Annie e Bud sozinhos em casa.

No início da tarde, um índio solitário chegou cambaleando à entrada da cabana.


– Ele está doente! – disse Annie. – Precisa de ajuda!

– Não! Está só fingindo! – advertiu
Bud. – Não abra a porta!

– Isso não é correto. Está ferido e vou ajudá-lo. – Annie abriu bem a porta. O homem tropeçou e caiu amontoado no chão. Annie curvou-se sobre ele, pondo a mão sobre sua testa. – Febre! – cochichou ela. – Vou fazer um chá. Temos umas folhas secas na despensa.

Enquanto o chá fumegava na chaleira, Annie preparou uma cama com uma colcha de retalhos perto de onde o índio estava deitado.
Bud a ajudou a colocar o índio sobre a cama. Quando o chá ficou pronto, ela sentou-se ao lado do homem, falando mansamente com ele e persuadindo-o a beber. Annie observou que ele começava a respirar mais normalmente. Ficou com o rosto menos tenso e adormeceu.

Escureceu.
Bud e Annie sentaram-se à luz fraca de uma fenda no fogão da cozinha e ouviram a respiração regular do índio que dormia. De repente, perceberam um clarão pelas frestas da janela. Espiando para fora, viram a clareira encher-­se de cavaleiros gritando e empunhando tochas flamejantes. À distância, podiam ver a casa do vizinho em chamas.

– Eles chegaram! – disse Bud. – Seremos os próximos!

Nesse momento, os dois irmãos sentiram uma rajada de ar frio. Viraram-se e viram o índio doente, com a colcha de retalhos ao redor dos ombros, saindo da cabana.

– Agora eles saberão que estamos aqui sozinhos! – gemeu
Bud. – Nosso fim chegou!

Observaram o índio doente fazendo gestos frenéticos e apontando para a cabana. A gritaria cessou. Alguém ergueu o índio doente e o colocou sobre as costas de um cavalo. Os cavaleiros deram meia-volta e partiram dentro da noite.

– Você conseguiu, Annie! – sussurrou
Bud com voz rouca. – Sua bondade salvou-nos a vida!


Escolhendo Amigos

A amizade muitas vezes traz recompensas surpreendentes! Atos de bondade podem transformar o pior inimigo em amigo. 



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