Salvo por uma Cachorra de Rua


Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse se esquecer dele, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti! Isaías 49:15

Por meio do profeta Isaías, o Senhor
perguntou: “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama?” Trata-se de uma pergunta retórica, sendo a resposta implícita “não”. Uma mãe abandonar o fruto de seu ventre parece algo impossível, incompreensível.

No entanto, o incompreensível está acontecendo cada vez com mais frequência em nossos dias. Em muitos países, incluindo os “avançados” como os Estados Unidos, recém-nascidos estão aparecendo na porta das casas, do lado de fora de hospitais e até mesmo em latas de lixo.



Que terríveis circunstâncias levariam uma mulher a fazer uma coisa dessas? Que desespero, que falta de esperança levaria uma mãe a cometer tal ato antinatural? Unicamente Deus, que conhece e entende, pode sondar as profundezas a que essas pobres mulheres baixaram.

Às vezes, histórias trágicas como essas têm um final feliz; geralmente é o que acontece. De Nairóbi, Quênia, surgiu uma história interessante. Uma cachorra de rua encontrou um bebê recém-nascido abandonado na floresta. Ao que parece, a cadela atravessou uma estrada movimentada com o bebê e passou pela cerca de arame farpado até o local em que estava a sua ninhada. O bebê, coberto com panos rasgados, tinha sido abandonado dentro de um saco plástico. Pesando 3,5 kg, o recém-nascido foi levado para o hospital e recebeu medicamentos. De acordo com a última informação, o bebê estava passando bem e respondendo ao tratamento. Os agentes de saúde entraram em contato com o Serviço de Assistência Social. Ninguém apareceu alegando ser o responsável pela criança, mas assim que a notícia do resgate maravilhoso foi publicada, doações de fraldas e roupas de bebê começaram a chegar.

Depois que o Senhor fez a pergunta: “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama?”, Ele continuou: “Ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti!” Mais fiel do que o amor materno, mais forte do que o amor paterno, é Seu amor por nós.

“Que linguagem mais convincente ou mais terna poderia ter sido empregada do que essa que Ele escolheu para exprimir Seu amor para conosco? [...] Olhem para cima, vocês que duvidam e tremem, pois Jesus vive para fazer intercessão por nós” 

(Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 54). 


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