Colhendo Avelãs


Salvarei os teus filhos. Isaías 49:25

– Todos no carro! – ordenou o pai, certa
manhã. – É tempo de colher avelãs!

Obaaa! – gritou Lonnie. – Vai ser divertido!

Os irmãos menores, Joedy, Dallas, Rudy e Eugene contagiaram-se com a animação do irmão mais velho. Em pouco tempo, entraram sorridentes no carro da família Melashenko. A mamãe embarcou também. Naquele verão, já haviam colhido cerejas e moranguinhos com seus pais. Cada ocasião daquelas fora uma grande aventura em família.


– As avelãs vão ficar ótimas em bolachinhas para o inverno – disse a mãe. – Com a ajuda de vocês três, os irmãos mais velhos, vamos colher bastante hoje.

O pai saiu da rodovia e entrou numa estradinha de cascalho que ia até à entrada do mato. Encontrando as árvores de avelã, ele estacionou o carro num aclive da estrada.

Rudy e Eugene, que ainda tinham dois e três anos de idade, ficaram brincando no assento traseiro, enquanto o restante da família colhia as avelãs. Cansados de brincar e de esperar, os dois pequeninos adormeceram.

Enquanto isso, de maneira misteriosa, o carro começou a andar para trás. Ganhou velocidade e foi na direção de uma profunda valeta na parte inferior do aclive. Saltou por cima dela e foi parar no meio da vegetação, entre enormes pedras.

– Ai, não! Meus filhinhos! – gritou a mãe, quando viu o que tinha acontecido.

O pai pulou a valeta e descobriu que os bebês dormiam profundamente no assento traseiro. O restante da família ficou em volta da mãe, orando para que o pai conseguisse tirar o carro da valeta.

O pai ligou o motor e conduziu o carro para fora da íngreme inclinação, sem um único arranhão que contasse a história! Estacionando o carro com toda a segurança de novo, ele saiu e disse:

– Vamos ajoelhar-nos e agradecer a Deus por ter salvado a vida de
Rudy e Eugene.

A família ajoelhou-se no cascalho. Os meninos viram lágrimas correndo pela face dos pais, enquanto agradeciam a maravilhosa proteção de Deus.


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