O Reencontro


Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. Lucas 15:20

Aos quatro anos de idade, Reese Hoffa
incendiou a casa de sua família. Para a mãe solteira, Diana
Chism, ainda adolescente, aquilo foi a gota d’água para o que encarou como uma causa perdida em sua vida. Ela levou Reese e seu irmão, Lamont, para um enorme edifício com extensos corredores e muitas crianças, abraçou-os, entrou no carro e foi embora.

Reese por muito tempo esperou a mãe voltar ao orfanato, mas isso nunca aconteceu. Finalmente, separado do irmão e adotado por outra família, ele entrou contrariado para uma nova vida. A princípio, ficou relutante e confuso, mas se tornou um homem bem-sucedido.


Com 1,80 m de altura e 115 quilos, Reese Hoffa hoje é um dos melhores e mais divertidos lançadores de peso do mundo.

Por quase 20 anos, Reese tentou encontrar as peças que faltavam em sua história incompleta. Flashes de recordação, os únicos pertences que restaram de sua infância, cruzavam sua mente vez após outra. Movido pela dor e pela curiosidade, ele almejava conhecer e entender quem ele era. Quando viajava para participar de competições esportivas, vasculhava listas telefônicas locais à procura do irmão, Lamont. Não tinha a menor ideia do paradeiro de sua mãe biológica. Não sabia o primeiro nome dela, apenas que o sobrenome começa com C-h-i.

Enquanto isso, Diana, então bem casada e com a vida em ordem, também estava à procura do filho. Ela entrou em contato com a assistente social que havia arranjado a vaga para os filhos no orfanato, mas a assistente se recusou a dar informações. Diana começou a vasculhar recortes de jornal com notícias relacionadas a crianças e turmas de formandos, leu com atenção várias bobinas de microfilme, realizou inúmeras pesquisas na internet, mas tudo em vão. Assim, decidiu disponibilizar algumas informações na internet como última tentativa para encontrar o filho perdido.

Certa noite, Resse Hoffa, já em seu último ano na Universidade da Geórgia, recomeçou a longa busca por Lamont. Ele encontrou um novo site, informou a data e o local de seu nascimento e se deparou com uma mensagem: “Sou uma mãe à procura do filho que coloquei para adoção aos quatro anos em 1981, em Louisville, Kentucky.” Haviam se passado 19 anos desde que ela o havia deixado no orfanato. Diana Watts não conseguia conter o tremor das mãos ao pegar o telefone para ligar para o celular de Reese. As primeiras palavras que Reese conseguiu falar foram: “Sinto muito pelo incêndio.”

Texto: William G. Johnsson, do devocional 2012 “Jesus a preciosa graça”, da Casa Publicadora Brasileira.

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