O fariseu e o publicano


Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, [...] nem ainda como este publicano. Lucas 18:11 (ver versos 9-14)

Os dois homens são representados dirigindo-se ao mesmo lugar de oração. Ambos foram até lá para se encontrar com Deus. Que contraste, porém, havia entre eles! Um estava cheio de louvor próprio. Olhava, caminhava e orava assim; o outro reconheceu sua completa insignificância.

O
publicano, em sua humildade, considerou-se indigno de reclamar a misericórdia ou a aprovação de Deus. [...]

“O
publicano, [...] nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18:13). O Examinador de corações olhou os dois homens, e distinguiu o valor de cada oração. Ele não olha para a aparência exterior; não julga como o homem julga. Não valoriza o homem de acordo com sua classe, talento, educação ou posição. [...] Viu que o fariseu estava cheio de presunção e justiça própria, e fez-se o registro contra seu nome: “Pesado foste na balança e achado em falta” (Dn 5:27). [...]

A Majestade do Céu humilhou-Se da mais alta autoridade, da posição de igual a Deus, ao lugar mais baixo, o de um servo. [...] Seu ofício era o de um carpinteiro, e trabalhou com as mãos para fazer Sua parte em sustentar a família. [...] Sua humildade não consistia em uma valorização inferior de Seu caráter e qualificações, mas em Se humilhar ao nível da humanidade caída a fim de levantá-la com Ele para uma vida mais elevada. [...]

A pessoa que está mais próxima de Deus e é a mais honrada por Ele é aquela que menos apresenta presunção e justiça própria, a menor confiança e segurança no eu, que espera em Deus com fé humilde e confiante. [...]

O orgulho e a pretensão, quando comparados com a mansidão e a humildade, na verdade não passam de fraqueza. Eram Sua brandura e as maneiras simples e despretensiosas que O tornavam um conquistador de corações. [...]

Deus olha do Céu com prazer para aqueles que confiam e
creem, aqueles que possuem um profundo senso de sua dependência dEle. Para tais, Ele Se compraz em conceder o que Lhe pedem. “Pois fartou a alma sedenta e encheu de bens a alma faminta” (Sl 107:9) (Signs of the Times, 21 de outubro de 1897)

-> Texto: Ellen G. White, do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira

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