O Escolhido

 O Senhor não Se afeiçoou a vocês nem os 
  escolheu por serem mais numerosos do que 
  os outros povos, pois vocês eram o menor 
  de todos os povos. Deuteronômio 7:7 

No
verso anterior ao texto escolhido para hoje, o Senhor chama Israel de “povo santo para o Senhor, o seu Deus”. Entre todos os povos da face da Terra, Ele escolheu as doze tribos de Israel para serem “o Seu povo, o Seu tesouro pessoal” (Dt 7:6).

A percepção de ser o escolhido de Deus é uma faca de dois gumes. Inspira confiança e o senso de profundo valor próprio, mas também pode originar orgulho, senso de superioridade e arrogância.



Ao designar o povo de Israel como o Seu escolhido, Deus, por meio de Moisés, deixou bem claro que não havia nada de especial no povo que levasse Deus a tomar essa decisão. Não eram mais numerosos, nem mais poderosos ou mais obedientes do que os outros povos. Na verdade, eram menos numerosos do que os outros e na maioria das vezes mais teimosos, desobedientes e rebeldes.

Mesmo assim, Deus os escolheu. Por quê? Por Sua própria vontade, Ele simplesmente escolheu um material pouco promissor e disse: “Vocês são Meus, um povo especial que Eu separei para cumprir os Meus propósitos.”

A escolha de Deus foi um ato de pura graça. E ainda é. Como seguidores de Jesus Cristo, somos hoje os escolhidos de Deus. “Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça”, disse Ele (
Jo 15:16). Pedro afirmou: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus” (1Pe 2:9).

Escolhidos. Que conceito! Somos especiais para Deus! Enfrentemos esse novo dia com a cabeça erguida, ombros para trás, passos saltitantes e com louvores a Deus em nossos lábios.

Oremos para que o Senhor nos guarde do orgulho e do senso de superioridade. Deus não nos escolheu porque somos melhores, superiores ou mais úteis para Ele. Não temos nada, absolutamente nada, que mereça o favor divino. O Senhor nos escolheu porque ama conceder dádivas liberalmente, pegar materiais pouco promissores e utilizá-los para cumprir Seus propósitos. Isso é graça.

O fato de sermos escolhidos coloca sobre nós uma responsabilidade: Ele nos escolheu para “darmos frutos”, para fazermos a Sua vontade, para cumprirmos o Seu plano – proclamar ao mundo que o Salvador veio e voltará.

Proclame ao mundo: Deus deseja que todos façam parte de Seu povo escolhido.

(Meditações Diárias / Rede Maranatha)
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