Hesitação


“Nós hesitamos” — confessou Acabe, rei de Israel a Josafá, rei de Judá: “Nós hesitamos em tomar Ramate Gileade da mão do rei da Síria” (1 Rs 22.3). Ora, a cidade de Ramate Gileade era uma das cidades de refúgio e pertencia de fato a Israel mas estava sob o domínio sírio. 

Por um pequeno período de tempo a hesitação é razoável e até aconselhável, pois ela pode evitar a precipitação, outro mal que causa muitos danos. A hesitação não pode durar mais que o tempo necessário para se tomar uma decisão que se julga acertada. Trata-se de um período não muito longo de considerações em torno da tomada de uma atitude. O que passa disso chama-se mesmo de hesitação. 

A hesitação não tira ninguém do lugar, não modifica nada, não realiza nada. A hesitação atravanca a história, produz inércia, perdas e muita tristeza. Significa ausência de posição, ausência de certeza, ausência de coragem, ausência de ação. 

Saiba que o combustível da hesitação são a dúvida, o medo e a preguiça. Os três, ou apenas um deles, são suficientes para amarrá-lo a uma cadeira. Você não se levanta nem anda. Você se prejudica e prejudica os que dependem de você. Em caso de grave indecisão, ouça o profeta Elias: “Até quando vocês vão ficar na dúvida sobre o que fazer?” (1 Rs 18.21, BLH). Deus o abençoe!

(Ultimato)
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