Bonança antes da tempestade


Dando graças constantemente a Deus pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Efésios 5:20

Era grande minha expectativa de assistir à reunião na América do Sul. O convite para fazer uma apresentação me fora estendido quase dois anos antes do evento científico, e eu estava eufórica pela perspectiva de ver colegas e amigos depois de mais de 30 anos. Fiz um preparo diligente: pesquisas adequadas sobre o assunto, junto com nosso próprio trabalho no cenário nacional. Minha ex-aluna e protegida, como é costume, ajudou-me a desenvolver uma ótima seleção de material pertinente em PowerPoint. Li um pouco sobre a história e a situação corrente (econômica, política e cultural) do país a ser visitado, e fiz a lista de pessoas que esperava ver nesse encontro.


O dia da viagem começou um pouco nublado, com pancadas de chuva, mas ficou limpo bem no horário da decolagem, com um voo sem novidades – na minha opinião, o melhor – até o país de destino. Na chegada, eu e outros delegados fomos recebidos pelos colaboradores do congresso (cientistas, profissionais, estudantes de medicina), fizemos um tour pela cidade, com parada para lanche, e depois fomos levados ao hotel, que tinha ótimas acomodações. Afinal, era o local do congresso. As coisas estavam marchando bem.

Os quatro dias seguintes foram cheios de atividades do encontro, com uma brilhante e impressiva cerimônia de abertura, numerosas reuniões e apresentações, almoços com professores universitários e visitas a locais de interesse, como jardins botânicos, e um desfile municipal. Nós, delegados, éramos o alvo de todo tipo de atenção, e fomos cumulados com vários 
souvenirs do evento. Na verdade, foi uma experiência notável e totalmente satisfatória, tanto sob o aspecto cultural quanto científico. Voltei para casa com boa saúde e muito satisfeita com tudo o que havia ocorrido.
Até aí, tudo bem. Então, sem aviso, uma enfermidade levantou sua cabeça indesejável, forçando-me a ser hospitalizada em duas ocasiões diferentes em menos de um mês. Enquanto me retorcia de dor e me sentia totalmente aflita, ponderei que, se tivesse que adoecer, era muito melhor estar em casa para ter o apoio da família e estar perto do meu médico particular, e não em outro país. A calma anterior me ajudou a enfrentar a tormenta, e por isso me sinto agradecida. Sou levada a dizer, como o apóstolo Paulo: “Em tudo dai graças.” 

(Marion V. Clarke Martin in Meditação da Mulher)
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